Análise ambiental não é isso…

Com os (não tão) recentes acontecimentos ocorridos em algumas cidades brasileiras como São Paulo e Fortaleza, tais como desabamentos acarretados pelas chuvas (pelas chuvas???), enchentes e deslizamentos  dentre outros, me ocorre um pensamento a respeito do entendimento equivocado que os empresários, governantes e por vezes alguns “profissionais” de meio ambiente possuem sobre o que seja efetivamente uma análise ambiental.

Se eu puder definir de uma forma simples e coloquial direi que: “análise ambiental não se trata somente de analisar um estudo (na maioria das vezes feito na base do ctrl C + ctrl V) com o objetivo de verificar impactos na natureza, trata-se também de verificar qual a capacidade natural de um território (a partir de seus aspectos naturais) para suportar um determinado empreendimento (ou desenvolvimento urbano em grande escala) de modo que as pessoas não corram riscos ambientais.

Logo… análise ambiental não é somente verificar quantas árvores serão suprimidas para que uma obra ocorra. O correto é verificar estrutura geológica, condições de solo, proximidade com corpos hídricos, manejo de flora e de fauna, condições de temperatura e ventos, rebaixamento de lençol freático, etc etc etc… de uma forma sistêmica e integrada.

Cabe então aos profissionais de meio ambiente (sim, aqueles que se formam para este fim e não pessoas de qualquer formação que acham que podem fazer análise ambiental) realizar os estudos de modo profissional e responsável. E pasmem… é possível sim que um Estudo de Viabilidade Ambiental demonstre que o empreendimento é INVIÁVEL!!!

No meio urbano mais especificamente, ainda existe um entendimento equivocado de que o meio ambiente é o paisagismo, as árvores ou no máximo as águas. Fala-se também que as cidades devem ser pensadas para as pessoas viverem bem… e que esse “viver bem” depende de asfalto, prédios, calçadas, praças e coisas afins.  Mas concluo esse post indagando: viver bem não quer dizer também ter garantias de que o solo não vai ceder debaixo do seu prédio? Ou ter certeza de que durante uma chuva seu apartamento não será inundado? Ou ainda que a cidade não irá sofrer um surto de mosquitos porque houve um desmatado pra construção de um prédio? É possível mesmo continuar pensando as cidades negligenciando os aspectos territoriais naturais?

Reflitamos…!

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