Sobre sofás e trampolins…

Ainda não tinha escrito nada aqui este ano!

Troquei o “caderno vermelho” pela Mandala.

Normal! Eu estou sempre trocando tudo mesmo!

Essa metamorfose, mutação ou inconsistência permanente foi que me trouxe até aqui. Aos trancos e barrancos… mas trouxe!

Agora me encontro suspensa. Dei uma pausa no movimento, me perdi!

Não gosto de onde estou, mas não sei se quero sair daqui.

Deve ser a idade, a velhice (mental), o cansaço…

De toda forma, não sei dizer se voltar a escrever aqui foi retroceder ou amadurecer. Entender que desejar algo novo não significa, necessariamente, deixar todo o resto pra trás.

Passei boa parte da vida pensando que o passado deve ser um trampolim e não um sofá. Abandonei então o sofá! Que bobagem!!!

No trampolim há sempre um futuro, uma emoção! Basta um salto e tudo fica pra trás. Contudo, é no sofá onde acontece o presente.

Eu, o sofá, o caderno e a caneta! Todos aqui, presentes!

Não que eu não deseje mais o trampolim, a água, o azul-piscina… mas ninguém (ou quase ninguém) pode viver pulando e nadando eternamente.

Imagine eu, que sequer tenho vocação para atleta.

Além do mais, o sofá tá uma delícia e eu não sei se quero sair daqui!

Pelo menos não nesse exato instante!

 

Crônicas de Maya (30/03/2018)

MAYA, M. H.

 

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